Do verbo sucumbir,
entrega-se ao entardecer interrogando-se:
se a soma dos dias cabe na angelical mão
como saber tão dolorosa resposta
sucumbir, não por fraqueza, mas pelo peso das memórias que se
aninham na pele e aprendem a respirar
onde a esperança já não alcança.
sabe-se entre o limbo e o frio das catacumbas
peregrinação ao purgatório ou ao inferno
agudiza-se a cada sentir,
despencando dentro de si o infortúnio de tantos ontens
ao entardecer espera pelo negrume da noite como quem espera pão
para a boca, dizem
guiada pela candeia cintilante, não da alma, mas dos seus olhos,
como se sucumbir fosse apenas o último gesto antes de aprender que
até a escuridão tem memória.
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