terça-feira, 8 de setembro de 2026

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 Neste fim de tarde de Verão, cheira a terra molhada

pronúncio de um Outono para breve.

Pingos de chuva afundam sentires de outras Luas ,

memórias que, mesmo levadas pela chuva 

continuam a habitar-nos.

O vento, mestre do bailado das folhas no desapego da árvore

sabendo que mais Primaveras viram.

Talvez seja essa a beleza do Outono:

ensinar-nos que nem tudo o que parte desaparece.



sexta-feira, 17 de julho de 2026

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Do verbo sucumbir,

entrega-se ao entardecer interrogando-se:

se a soma dos dias cabe na angelical mão

como saber tão dolorosa resposta

sucumbir, não por fraqueza, mas pelo peso das memórias que se

aninham na pele e aprendem a respirar

 onde a esperança já não alcança.

sabe-se entre o limbo e o frio das catacumbas

peregrinação ao purgatório ou ao inferno

agudiza-se a cada sentir,

despencando dentro de si o infortúnio de tantos ontens

ao entardecer espera pelo negrume da noite como quem espera pão

para a boca, dizem

guiada pela candeia cintilante, não da alma, mas dos seus olhos,

como se sucumbir fosse apenas o último gesto antes de aprender que

até a escuridão tem memória.