Porque
não vens agora, que te quero
E adias esta urgência?
In, Miguel Torga " Apelo"
das horas vazias
dos socalcos que amparam
o fio ondulado do teu olhar
mergulha na languidez de quem te faz ficar
dedos que dedilham primaveras e contemplam memoriais
uma obra em curso , intangível quanto ao seu término.
Vive[Te] no hoje entre notas musicais de Maurice Ravel em " Bolero"
ou de Carl Orff em "O Fortuna"